sexta-feira, 22 de junho de 2018

Suzuki GT 50 Renascida

Comprei esta moto em Dezembro de 2016 creio, e desde então tinha feito apenas certa de 30 Km, isto no mesmo mês em que a comprei. A seguir a isso desmontei a moto toda pois ela tinha  ferrugem no quadro, não dava luzes nem piscas, e merecia uns tratamentos Portanto, desde essa altura até à bem pouco tempo a moto esteve espalhada em peças pelo chão da minha oficina/garagem. Só em Dezembro de 2017 é que comecei a tratar da máquina. Trata-se de uma SUZUKI GT 50, que estava em excelente estado e com pouca quilometragem apesar da idade, tendo sido apenas pintado o quadro, com umas boas camadas de verniz, substituídas as lâmpadas, colocado um novo retificador, aplicadas pastilhas novas no travão da frente, e um pneu novo na frente, pois o que tinha ainda era o de origem  Aqui ficam algumas imagens desse trabalho, fazendo votos de que o antigo dono goste do que lhe fiz!

                                     

 
 
 





















 
 



















 

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Mudança de pneus

Muitas vezes em Portugal é complicado fazermos certas coisas. Se não dermos com as pessoas certas, podemos estar perante a teoria do caos!
Conheço várias pessoas que foram trocar um simples pneu ou remendar um furo numa jante de uma moto a uma casa de pneus de automóveis, e saíram de lá com a jante e o pneu estragados. Depois as pessoas em Portugal para assumirem as culpas do que fizeram, e pagarem os prejuízos causados........é "grupe"! Em termos de educação ainda existe muito para fazer.
Assim sendo temos duas opções, ou vamos a uma casa de pneus que possua uma dependência só para troca de pneus de motas, ou fazemos nós o serviço, e se optarmos por esta última hipótese deixo aqui a minha experiência no que diz respeito a esta operação.
Para efetuar-mos esta operação com rigor necessitamos de algumas ferramentas, que no meu caso foram sendo adquiridas à medida que fui evoluindo na execução desta operação.
1º FERROS DE DESMONTAGEM/MONTAGEM
Existem inúmeros conjuntos de ferros de desmonta. Os meus foram adquiridos pela net, conjunto esse que vem com protetores de jante.

                                    

2º FERRAMENTA PARA DESCOLAGEM DO PNEU DA JANTE
Embora não seja uma ferramenta obrigatória, pois podemos utilizar uns simples grampos para madeira, ou mesmo os pés e as mãos, é uma ferramenta fácil de utilizar, útil e profissional.


3º FERRAMENTO PARA BALANCEAMENTO DA RODA

Esta ferramenta é obrigatória para quem quer fazer um serviço em condições. Sempre que se tira um pneu da jante, por furo ou porque vamos meter um novo, devemos balancear a roda. Na net existem muitos vídeos a explicar como se faz.


4º LUBRIFICANTE

Existem produtos específicos para lubrificar e ao mesmo tempo para vedar a ligação entre o pneu e a jante, no meu caso eu fiz uma mixórdia de lubrificante, resultante da conjugação de óleo novo com sabão que resulta muito bem, pois se não utilizarmos um lubrificante abundantemente dificilmente conseguimos montar um pneu.


5º BOMBA PARA ENCHIMENTO DOS PNEUS

Quem não tiver um compressor pode comprar uma bomba, ou em último caso ir mesmo encher o pneu à bomba de gasolina. 


DESMONTAGEM

Será talvez a parte mais fácil de toda a operação, e devemos começar a desmontagem do pneu da jante do lado contrário ao da válvula  Se tivermos um pneu com câmara de ar, devemos ter muito cuidado ao desmontar, e mesmo a montar, para não trilharmos a câmara.

MONTAGEM DO PNEU

Para muita gente isto é um verdadeiro quebra cabeças, mas para mim que já tenho alguma experiência para dar umas dicas (acho eu, e espero poder ajudar alguém com isto) é a parte mais interessante.


1º Devemos ter em atenção que se trata de uma operação de TÉCNICA E NÃO DE FORÇA.  Se estivermos a usar força em demasia devemos parar e voltar ao principio, pois caso contrário podemos estragar a jante ou o pneu, ou até os dois.

LUBRIFICAMOS bem a orla do pneu e a orla da jante. Se não estiver devidamente lubrificada/o não montamos nada.

3ª Vamos sucessivamente com a ajuda  dos ferros de montagem (alternando cada um deles) montando o pneu e vamos COLOCANDO OS JOELHOS SOBRE O PNEU para que a sua orla ocupe o interior da jante durante a montagem, onde o diâmetro é menor do que o exterior da mesma, onde no final o pneu ficará.

4º Se estiver sol e calor ponha o pneu ao sol para ele aquecer e assim ser mais maleável e fácil de montar.

5º Se tiver montado um pneu com ou sem câmara de ar encha um pouco o pneu e depois retire o ar. No caso de ele ter câmara para que a câmara se ajuste devidamente ao pneu e à jante, se for sem câmara para ele colar à jante, altura em que dá um estampido.

6º Se a roda for de raios utilize uma orla protetora entre a câmara de ar e a jante, existem a vender em casas de peças de motos. Faça com que a válvula de enchimento fique sem inclinação em relação à jante. 

TROQUE SEMPRE A VÁLVULA DE ENCHIMENTO POR UMA NOVA, isto nos pneus tubeless pois muitas vezes fazemos o serviço e como a válvula é velha pensamos que ela aguenta o ar, mas passado uns dias ou uns tempos o pneu está vazio. 

Para finalizar deixo ainda uma imagem e a sugestão para uma ferramenta que não possuo mas que me parece muito interessante e eficaz, e ainda a sugestão para que vejam alguns vídeos na net que explicam, e demonstram esta operação de desmontagem e montagem de pneus. Bom trabalho!


quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Exposição na Casa do Design de Matosinhos

Decorreu na Casa do Design de Matosinhos uma exposição de motorizadas e motos nacionais, e de alguns modelos não nacionais, que serviram em alguns casos para contextualizar a produção e criação nacionais da época gloriosa da indústria nacional das motorizadas.
Se no inicio, e no decorrer de grande parte dessa produção  não se pode falar em Design, aquele Design que atualmente se procura cumprir seguindo um processo delineado que respeita determinado número de parâmetros e critérios tendentes à produção de um produto, o que é certo, é que com mais ou menos engenho, com mais ou menos arte, com muito desenrascanço, copiando, e com muita vontade de fazer algo, se conseguiram realizar veículos impares que tantas memórias deixaram naqueles que as utilizaram, e hoje ainda continuam a utilizar.
Esta exposição que embora não tenha apresentado todos os modelos que se fabricaram em Portugal, pois efetivamente deve ser difícil reunir todos os modelos, foi quanto a mim uma das mais ricas mostras de motorizadas, catálogos, e diversos elementos que dizem respeito à indústria das duas rodas em Portugal. Com curadoria do Design Emanuel Barbosa, pessoa que sem a sua força de vontade e amor pelas motas talvez nunca a exposição tivesse acontecido, para ele, para a Câmara Municipal de Matosinhos, para a ESAD e a sua vasta equipa os meus sinceros parabéns, também endereçados para aqueles que como eu, cederam algumas das suas máquinas para fazerem parte da exposição. Agora, e se querem saber mais, e possuir um testemunho da exposição, comprem o livro MOTOS DE PORTUGAL que se encontra à venda na casa do design e on line no site da ESAD.

http://store.esad.pt/pt/products/books/motos-de-portugal   
 
 

 

 
 
 







 
 


 
 
                                     





 
 
 




 

sábado, 20 de maio de 2017

UMA KYMCO ALGARVIA COM TRAVO A NORTE


Quando eu circulava com a minha motobecane Mobyx, Manuel Gonzaga Mengo Pinto viu a máquina e tratou de imediato de vender a sua estimada aparelhagem, para comprar a sua ainda mais adorada Honda CB 50J. Cinquenta e cinco contos de rei foi aquilo que ela custou na altura num Stand chamado Utilmoto situado na Rua de Santos Pousada no Porto, onde hoje existe um talho, junto do café Pousada. Esse stand também se dedicava ao comércio da Montesa. Bem esta história fica registada, para introduzir a história que conto de seguida, e que tem como protagonistas o Sr. Marques Pereira e a sua Kymco. Meu amigo de longa data, o Sr. Pereira teimava em utilizar o seu automóvel e a sua mota Honda Hornet, do trabalho para casa e da casa para o trabalho. O carro é de dispendiosa manutenção e preguiçoso para regenerar, a mota pesada e de postura cavaleira. Um homem com a idade necessita de um sofá, de descanso e já não tem tempo nem paciência para perdoar ou aturar tiques e personalidades de máquinas pouco ajustadas ao dia a dia. Assim sendo, e após uma conversa sobre as máquinas que se vêem em Genebra, e a quantidade de scooters que lá existem, eis que este argumento leva o meu amigo a pensar no seu intimo em comprar um scooter. Não é que ele me tenha dito, claro, mas pressenti que efectivamente a scooter estava para breve, e acertei. Mais semana, menos semana e o meu colega tratava de definir um semicírculo com centro no Algarve e abertura até Lisboa, passando por Évora e varrendo a zona de Setúbal, como é lógico para encontrar, com a minha ajuda claro, uma scooter para ele. Esteve então 1/3 do país a andar à roda à volta da mota, e na cabeça do meu amigo, foi Srs. Antónios, foi brasileiros, foi Stands foi tudo......e por fim acabou por encontrar uma KYMCO perto de casa com 2800 km, nova portanto. Para ele e para a motinha muito boa sorte e muitos Kms, e já agora aqui lhe deixo o desafio de relatar todas as intervenções mecânicas que ele venha a realizar para eu as poder relatar aqui neste blog, intervenções que já passaram pela substituição das lâmpadas por Leds.. Por fim aqui ficam algumas imagens da máquina.